EM RECIFE, GONZAGA E NILTON MOTA, EXIBEM COM ORGULHO OS DIPLOMAS NA COMPANHIA DAS ESPOSAS SERRA-TALHADENSES
Gonzaga e Nilton Mota, exibem com orgulho os diplomas na companhia das esposas

Após uma votação expressiva e a consequente vitória com 101.452 votos, o deputado federal Gonzaga Patriota, como faz tradicionalmente desde 1982, percorreu a pé da Vila Massangano, local da sua residência em Petrolina, até a Serra da Santa, totalizando uma distância de 40 quilômetros para pagar uma promessa para agradecer a vitória alcançada nas eleições.
 
Tudo começou com a promessa feita por uma eleitora chamada Júlia Rodrigues durante o período eleitoral em 1982, caso o deputado Gonzaga Patriota ganhasse ele faria essa caminhada até a Serra da Santa para agradecer. Promessa feita e cumprida.

 GONZAGA AO  LADO DE ASSESSORES E DA ESPOSA, ROCKSANA, QUE É DE SERRA TALHADA

A chuva que caiu em Petrolina na manhã deste sábado (20) não interferiu na disposição do deputado. Ao longo do percurso, que durou cerca de sete horas, Gonzaga Patriota estava acompanhado de sua esposa, Rocksana Patriota, amigos e assessores que fizeram questão de dividir esse momento com o parlamentar.
 
Durante o percurso, um homem chamou atenção de todos que passavam pelo local: o Sr. Joca Nogueira Campos, 88 anos, morador do bairro Pedra Linda, em Petrolina, percorreu 25 quilômetros, cerca de 5 horas de caminhada, ao lado do deputado Gonzaga Patriota.
 
Sr. Joca informou que a fé e a gratidão são os fatores que o levam a percorrer todo o trajeto a pé e que isso já acontece há 14 anos e que geralmente faz isso no dia 19 de abril, dia do seu aniversário, mas que esse ano deixou para pagar a promessa ao lado do deputado que ele admira e confia.

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Ao subir a Serra da Santa, o deputado Gonzaga Patriota fez uma oração e agradeceu pela vitória nas eleições.
 
“Quero agradecer por mais essa oportunidade de estar aqui, por mais essa vitória. Saberei honrar mais essa oportunidade na minha vida”, disse.

 

Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem

Na sequência do primeiro encontro com os novos secretários, neste sábado (20), o governador eleito Paulo Câmara (PSB) comentou a situação dos aprovados no concurso da Polícia Militar que ainda aguardam a convocação desde 2009. O socialista argumentou que aqueles que não foram convocados para fazer os testes físicos não deverão mais ser chamados.

Segundo o socialista, o governo não vai conseguir aproveitar todos os aprovados antes do vencimento do concurso, em fevereiro de 2015. “Se não chegaram a ser chamados para os testes, não dá tempo para fazer os testes e concluir o concurso até fevereiro. Tudo que foi possível fazer para aproveitar o máximo de classificados neste concurso, dentro do prazo que nós tínhamos, está sendo feito. Temos uma expectativa de chamar esse ano algo em torno de 2 mil novos PMs para serem incluídos”, explicou.

Câmara lamentou a impossibilidade de incorporar todos os aprovados, mas garantiu a realização de novos concursos em seu governo. “Não dá para chamar todos os classificados. Não dá porque não teve tempo hábil para isso. Agora, uma área como essa, eu posso afirmar aqui claramente para vocês que tão logo se vença esse concurso, a gente já vai dar início aos preparativos para ter outro”, frisou.

No mês de novembro deste ano, o governo divulgou uma lista com 3.500 aprovados na primeira etapa do concurso, realizado em 2009. Os melhores colocados passaram para a segunda fase da seleção, iniciada no dia 4 de dezembro, com teste psicológico. Um grupo de aprovados que ainda aguarda a convocação realizou uma manifestação no dia da diplomação dos eleitos, realizada nesta sexta-feira (19) no Centro de Convenções.

 

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Dificilmente Fernando Bezerra Coelho engoliria calado a forma como Paulo Câmara comunicou a ele - por mensagem eletrônica - a rejeição do nome que lhe pedira como indicação para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Além de ter construído um caminho sem grandes vínculos com o grupo que comanda atualmente o PSB estadual, o senador eleito não abre mão de se portar como um líder e de se fazer entendido como tal. A postura, vista como independente, é respaldada numa trajetória que remonta ao coronelismo e à sobrevivência política de um sobrenome sempre associado a poder: “os Coelho”, de Petrolina.

Fernando é hoje o responsável por garantir um novo impulso ao clã que se destacou a partir do Sertão do São Francisco. Além do seu próprio mandato, conseguiu reeleger o primogênito, Fernando Filho, para a Câmara dos Deputados, e o mais novo, Miguel, para a Assembleia Legislativa. Ambos são do PSB. Quer dizer, comprovou ter votos. Agora, recai sobre o seu grupo a expectativa de o partido retomar, em 2016, a Prefeitura de Petrolina, mais expressivo colégio eleitoral do Sertão do estado. Há dois mandatos, os socialistas são derrotados no município pelo médico Julio Lóssio (PMDB), um dos poucos prefeitos da cidade a não ter Coelho no nome, embora tenha contado com apoio de Osvaldo Coelho, tio e desafeto político de Fernando desde que a família sofreu um racha, no início dos anos 1990.

O senador não quer alimentar a polêmica desencadeada com a nota divulgada no mesmo dia e hora em que Câmara anunciava o seu secretariado. Os contatos com o novo governador foram retomados, mas é certo que Fernando demarcou seu espaço e reagiu ao grupo do PSB que segue com desconfianças em relação a ele por conta de episódios mal explicados na campanha. Para alguns, a conduta de Fernando Bezerra é decorrência do DNA.

Se os demais familiares que se envolveram com a política ficaram pelo caminho, ele mantém a resistência e a sede de poder do avô Clementino. Pai de 11 filhos foi o coronel Quelê, como era chamado, quem convenceu o filho Nilo, o mais ilustre tio do senador eleito, a ingressar, nos idos de 1947, na vida pública. Médico, Nilo foi deputado estadual, deputado federal e chegou ao governo do estado em 1966 em eleição indireta, representando a Arena (Aliança Renovadora Nacional), legenda vinculada ao governo militar. Sua gestão foi voltada para o interior. Ficou, inclusive, conhecido como “governador estradeiro”. Em 1978, foi eleito para o Senado, casa onde o sobrinho terá assento a partir de fevereiro.

A herança oligárquica pode explicar a condição de protagonista que Fernando carrega consigo, segundo avalia o cientista político Túlio Velho Barreto, da Fundação Joaquim Nabuco. “O fato de vir de uma família tradicional, que alçou voos nacionais, faz com que ele incorpore esse papel e tenha resistência quando não está no comando”, argumenta. “Por isso mesmo, por se portar com independência, acaba gerando desconfiança dentro das legendas. Deve estar sendo desconfortável para ele, com a carreira longa que tem e depois de ocupar tantos cargos executivos e vencido eleições, ser liderado por neófitos como Geraldo Julio (prefeito do Recife) e Paulo Câmara", completa.

Poder dos Coelho 

Primeira geração
Coronel Quelê (Clementino Souza Coelho) - o patriarca, foi subprefeito de Petrolina. Era casado com Josepha Coelho, com quem teve 12 filhos.

Segunda geração

Dos 11 filhos, cinco se envolveram com política:
Nilo - deputado estadual e federal, senador e governador de Pernambuco. Morreu em 1983, após sofrer um infarto enquanto discursava no Senado.
Gercino - foi prefeito de Guanambi (BA) e deputado estadual pela Bahia. Morreu em campanha em 1950.
Osvaldo - soma 44 anos de atuação no Legislativo: três mandatos na Assembleia de Pernambuco e oito na Câmara dos Deputados. Tem 83 anos.
José - foi deputado, prefeito de Petrolina e senador. Morreu em 2007.
Geraldo - ex-deputado estadual e ex-prefeito de Petrolina. Tem 88 anos.

Terceira geração

Fernando - ex-deputado federal, ex-prefeito de Petrolina (por três vezes), ex-ministro da Integração Nacional e senador eleito em 2014. É filho de Paulo Coelho.
Clementino - foi deputado federal e presidiu a Codevasf. É irmão de Fernando.
Guilherme - filho de Osvaldo, é ex-prefeito de Petrolina. Atual vice-prefeito, disputou vaga na Câmara em 2014, mas foi derrotado.
Ciro - foi secretário estadual de Recursos Hídricos e deputado estadual. É filho de José.
Nilo Moraes Coelho - filho de Gercino, é ex-governador da Bahia e ex-prefeito de Guanambi. Em 2010, candidatou-se a vice-governador na chapa de Paulo Souto (DEM), mas foi derrotado.

Quarta geração

Fernando Filho - deputado federal reeleito em 2014 para o terceiro mandato. Concorreu à Prefeitura de Petrolina em 2012. Foi derrotado. É filho de Fernando Bezerra Coelho
Miguel - deputado estadual eleito para o primeiro mandato em 2014. É também filho de Fernando.
 

SAM 0052 Prefeito de Salgueiro sanciona Estatuto do Servidor Municipal

O prefeito  de Salgueiro, Marcones Libório de Sá, sancionou, na última sexta-feira (19) a lei nº 1.940/2012, que dispõe sobre o estatuto dos servidores públicos. Estiveram presentes secretários e coordenadores municipais, vereadores e integrantes da comissão que conduziu o processo de elaboração do estatuto.
 
Dez membros, entre eles representantes do departamento jurídico da Prefeitura, do Controle Interno, do Funpressal e das Secretarias municipais, constituíram o grupo de trabalho que entregou a minuta do projeto de lei, no último mês de agosto. De acordo com Libório, o estatuto reflete a modernização e a valorização do servidor. “Este é um momento histórico. O estatuto é uma peça jurídica muito complexa. É a Bíblia do servidor“, disse.
 
A presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Edvane Morais, agradeceu ao prefeito a abertura para o diálogo e falou sobre a segurança de ter uma lei local regendo a categoria. “Agente avançou graças à abertura do município com o sindicato. Hoje, a gente tem o próprio estatuto“, comemorou.
 
Ascom PMS

 

Sertânia oferece curso de Viverista/Produção de Mudas

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR e Sindicato Rural, concluiu, na última quinta-feira (18), a capacitação da primeira turma do curso de Viverista/Produção de Mudas.  
 
Os 12 alunos, que tiveram as aulas teóricas na sede do Sindicato Rural, aprenderam os métodos de propagação de plantas da região com foco na sustentabilidade, a partir da utilização de material reciclável. As aulas práticas foram realizadas o viveiro da Prefeitura de Sertânia, que já produz diversos tipos de plantas como a Nim, originária da Índia, que se adapta bem ao semiárido e é um repelente natural contra pragas, entre elas, lagartas, besouros, gafanhotos, pulgões, cochonilhas e mosca branca.
 
“O curso é bom todo. Estou aprendendo muito e já penso em ter meu viveiro para comercializar mudas. O prefeito Guga Lins está de parabéns por realizar esse curso”, disse o agricultor Reginaldo Silva Nascimento, de 45, que mora na Rua 13 de Maio.
 
Outra turma já estava participando de outro curso de Viverista/Produção de Mudas, concluíram neste sábado (20).

 

bandeira-de-pernambuco

Pernambuco é o terceiro Estado com a maior quantidade de municípios fiscalizados devido a indícios de irregularidades em convênios firmados com a União, ficando atrás apenas de Minas Gerais e da Bahia. De acordo com o balanço divulgado pela Controladoria Geral da União (CGU), entre janeiro de 2011 e 15 de dezembro deste ano, 232 ações de controle foram realizadas em 71 municípios do Estado.
 
Nos últimos três anos, foram concluídos 3.537 ações de controle visando verificar a correta aplicação dos recursos federais em todo o País. Um total de 941 municípios foi fiscalizado pela CGU, havendo uma maior concentração das ações investigativas nos estados de Minas Gerais (77 dos municípios fiscalizados), Bahia (72), Pernambuco (71), Mato Grosso (70) e São Paulo (66). Do mesmo modo, em relação à quantidade de ações de controle, destacam-se os estados do Maranhão (291), Mato Grosso (243), Bahia (239), Sergipe (239) e Pernambuco (232).
 
Em Olinda foram encontradas falhas com dano ao erário no valor de R$ 1.388.138,19 devido ao superfaturamento em contratos firmados com verba do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), destinadas à urbanização, limpeza, desobstrução de rios e canais, e melhoria das condições de habitabilidade ribeirinha. A CGU também verificou deficiências dos projetos de construção do Canal da Malária, paralisação e problemas no estado físico das obras, além de indícios de que os serviços foram iniciados sem o devido licenciamento ambiental. Segundo a secretaria de Assuntos Jurídicos de Olinda, todas as irregularidades foram corrigidas.

 

Dida Sampaio/Estadão
Grupo: Michel Temer, presidente do PMDB, entre Eunício Oliveira, Henrique Eduardo Alves  e Eduardo Braga

O segundo mandato da presidente Dilma Rousseff deve ser o mais dependente do PMDB desde que o PT chegou ao poder, em 2003. A petista começará o ano tendo de administrar uma crise política gerada pelos desdobramentos da Operação Lava Jato e ainda terá como desafio fazer a economia do País voltar a crescer. O Palácio do Planalto viu sua base de sustentação no Congresso encolher e a oposição sair fortalecida das eleições de outubro.

Cenário bem mais delicado daquele encontrado quando PT e PMDB fecharam aliança formal, no início do segundo mandato do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. À época, Lula colhia os benefícios de uma economia em crescimento e contava com altas taxas de popularidade, o que fazia com que sua base aliada dependesse mais dele, e não o contrário.

Mas, hoje, tamanha é a imprescindibilidade do PMDB que a presidente já decidiu que dará ao partido mais um ministério, totalizando seis pastas. Além disso, a própria legenda já emitiu sinais neste ano de que o governo precisará mais dele no próximo mandato.

Na decisão sobre a proposta que alterou a meta do superávit primário e, na prática, deu carta branca para o governo fechar as contas deste ano no vermelho, coube ao PMDB assegurar a aprovação. Ao comandar a votação por quase 19 horas ininterruptas, o presidente do Congresso, Renan Calheiros (AL), deixou claro que há pouca margem de manobra sem o partido.

Um dirigente da sigla ouvido pelo Estado argumenta que o fraco desempenho econômico e os impactos ainda não mensurados das investigações de desvios de recursos da Petrobrás e de pagamento de propina para parlamentares da base aliada demandarão operadores políticos “especialistas” no Congresso, inclusive para segurar um eventual pedido de impeachment da oposição contra a presidente.

Pressão

A fatura da “PMDBdependência”, no entanto, ficará mais cara. O partido pressiona pela ocupação de cargos na administração federal; pela autonomia para nomear os postos de segundo escalão nos ministérios que controlará, a chamada “porteira fechada”; e também pelo atendimento de reivindicações dos sete governadores eleitos, em especial o do filho de Calheiros, Renan Filho, de Alagoas.

Na Câmara, o PT e o governo buscam saídas para essa dependência. Um exemplo é o lançamento da candidatura de Arlindo Chinaglia para a presidência, contra o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ). Isso porque Cunha é tratado como candidato de oposição, que já impôs duras derrotas a Dilma quando chefiou uma rebelião de partidos da base que ficou conhecida como “blocão”.

Por isso, a articulação política do Executivo tem buscado reforçar os laços com outros partidos, como PTB e PSD. O primeiro apoiou a candidatura de Aécio Neves (PSDB) à Presidência, mas deve ser atraído para a base após ter sido contemplado com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

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Foto: reprodução do site da SDS

A promessa da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) é de publicar até o dia 15 do mês seguinte, na seção de estatísticas do seu site, o informe sobre crimes violentos letais intencionais referentes ao mês anterior. Assim, o documento com dados de novembro deveriam estar no ar até a última segunda-feira (15). No entanto, seis dias depois, o último resultado que está na página é o de outubro.

O que se sabe é que, pela primeira vez desde que o Pacto Pela Vida foi implantado, em 2007, o primeiro ano do governo de Eduardo Campos (PSB), o número de homicídios vai crescer no comparativo em relação ao ano anterior. A meta de reduzir o número de assassinatos em 12% só foi atingida em 2009 e em 2010, porém, mesmo assim, o índice não era negativo há oito anos. Durante a campanha eleitoral deste ano, o programa foi usado como uma conquista da gestão socialista em Pernambuco.

 

Foto: BlogImagem

A duas semanas de deixar o Palácio do Campo das Princesas, o governador João Lyra Neto (PSB) questionou a capacidade de liderança do sucessor, o governador eleito Paulo Câmara (PSB), durante a entrevista ao Jornal do Commercio; disse que o processo de escolha de Câmara como candidato foi equivocado e alegou que Paulo não poderá depender da história do ex-governador Eduardo Campos.

“Eu não acredito em substituição de liderança. E nem que o cargo faz da pessoa líder”, cravou o atual governador durante a conversa de uma hora e meia concedida em seu gabinete, no primeiro andar do Palácio. “Eduardo Campos tinha o legado ideológico do Dr. Arraes e passou trinta anos até ser governador. A começar como chefe de gabinete, deputado estadual, secretário duas vezes, deputado federal e ministro de estado. Então tinha uma trajetória, diferentemente do governador Paulo Câmara. Ele surgiu em um momento em que tinha Eduardo Campos como líder”, afirmou.

Lyra foi vice de Eduardo Campos durante mais de sete anos. Apoiou o ex-governador, falecido em agosto, quando ele amargava 3% das intenções de voto nas pesquisas, em 2006. Como vice, foi um aliado fiel e, por isso, até o início de 2014, acreditava ser o candidato natural à sucessão estadual. “Todos os governadores eleitos – com exceção de Eduardo Campos, que substituiu essa trajetória porque foi ministro -, ou foram vice governadores ou prefeito do Recife. Sem exceção, ganhando ou perdendo a eleição”, diz.

Nos bastidores, o que se comenta é que Lyra teria ficado magoado ao ser preterido por Câmara. Questionado, ele nega, mas não deixa de criticar o processo de escolha da candidatura de Paulo por Eduardo, que na época buscava um nome jovem com condições de representar a tese de “nova política” que seria adotada na campanha presidencial.

“O que aconteceu na decisão? A forma foi equivocada do governador Eduardo Campos. Deveria ter feito uma ampla discussão na escolha do candidato. Então, não houve essa discussão. Eu vim saber no dia em que Paulo Câmara foi anunciado. E disse a ele numa conversa reservada. Houve um equívoco. Mas isso foi praticado por Eduardo Campos como líder do partido e líder do Estado”, confessa.

“Aí aconteceu a tragédia. Vamos ter que construir ou reconstruir essa liderança. E tem que ser conquistada pelo líder. Não pode ser delegado: fulano vai ser meu substituto. Não existe isso. Dr Arraes não disse que Eduardo ia ser seu sucessor. Apenas Eduardo conquistou através de sua trajetória a condição de ser o líder do PSB estadual e nacionalmente”, afirma ainda. Durante a campanha, mais de uma vez, o filho de Eduardo, João Campos, pediu voto para Paulo Câmara dizendo que ele teria sido escolhido pelo pai para ser o novo líder de Pernambuco.

Desde a morte de Eduardo Campos, Paulo Câmara e o prefeito do Recife, Geraldo Julio, têm se cacifado como os principais líderes do PSB em Pernambuco, apesar de serem técnicos sem muita experiência política. João Lyra, por outro lado, faz questão de dizer que a liderança do partido no Estado ainda precisa ser construída e que não basta ser prefeito ou governador para comandar a legenda.

“São dois cargos importantes. Duas pessoas respeitadas. Mas vão ter que construir suas lideranças”, lembrou. “O líder tem os liderados independentemente do cargo. O cargo fortalece. Quem vai ser o líder futuro do PSB? Sinceramente, só o tempo vai dizer”, disse.

Perguntado se Paulo Câmara precisa descolar sua imagem da do ex-governador Eduardo Campos após assumir o mandato, o caruaruense alertou que a gestão de Câmara precisa estar descolada da história deixada pelo padrinho político.

“Sabe qual a questão? Eduardo foi um grande governador que encerrou tragicamente sua trajetória. Ele faz parte da história. A realidade para Paulo Câmara como governador vai começar 1º de janeiro”, avisa o caruaruense.

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Dilma
Dilma: sem troca de data

A pouca articulação de Dilma Rousseff no Congresso acabou cortando pela raiz o envio de uma emenda constitucional que seria tranquilamente aprovada pelos dois terços de votos exigidos pela lei.

Dilma queria alterar a data da posse de presidentes da República, governadores e prefeitos do dia 1º de janeiro para o dia 3. A razão é óbvia: a cerimônia no primeiro dia do ano é um estorvo para a maior parte das pessoas – eleitos e convidados – que mal viraram o ano; além, de dificultar a presença de chefes de estados estrangeiros.

Dilma queria mandar a emenda imediatamente após a vitória no dia 26 de outubro, mas o tempo foi passando e… nada foi feito.

Por Lauro Jardim
 

Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem

“Secretário não pode estar isolado, tem que estar conversando com todos. As políticas têm que estar integradas”. Foi o que afirmou o governador eleito Paulo Câmara após a primeira reunião realizada com o alto escalão do seu governo, neste sábado (20), no escritório de transição, no Recife. O secretariado foi anunciado na última segunda-feira (15), com maioria de nomes que integraram a gestão de Eduardo Campos (PSB), padrinho político de Câmara que tinha como hábito agregar aqueles que considerava sua mão direita. O próprio Paulo foi secretário por sete anos, nas pastas de Administração, Turismo e Fazenda.

A poucos dias de assumir o Palácio do Campo das Princesas, Câmara afirmou ter transmitido aos secretários a “necessidade de estar sempre procurando oportunidades para melhorar sua pasta”. Para alinhar informações sobre o Estado, um dos objetivos da reunião, o encontro começou com uma palestra da economista Tânia Bacelar sobre as perspectivas e os cenários econômicos em Pernambuco, nacionalmente e no contexto mundial. “Se mantivermos esse ritmo de crescer dois pontos percentuais a mais que o Brasil, temos tudo para superar bem qualquer tipo de dificuldade que haja em 2015″, disse o socialista após a reunião.

Depois da fala de Bacelar, o atual secretário de Planejamento e futuro gestor da pasta de Educação, Fred Amâncio, apresentou as metas do Pernambuco 2035, iniciativa idealizada por Eduardo Campos para elaborar um plano estratégico que prepare o Estado para os desafios do futuro, projeto lançado pelo seu sucessor, João Lyra (PSB), na semana passada.

“Foram informes para ter condições de governar Pernambuco com a nova equipe e não haver nenhum tipo de descontinuidade em virtude dessa mudança de comando”, afirmou Câmara, questionado sobre as perspectivas econômicas apresentadas na reunião.

Para Paulo Câmara, uma das prioridades da gestão que começa em menos de duas semanas é de concluir obras que estão em andamento. Entre as polêmicas, está a construção do Complexo de Ressocialização de Itaquitinga, na Zona da Mata pernambucana, apresentada como uma forma de atenuar os efeitos do calo do sistema prisional, que se arrasta desde 2009 em uma Parceria Público-Privada (PPP) e está parada. Cerca de 85% do presídio estão finalizados. Além dessa obra, quando assumir, Paulo Câmara deverá se deparar com questionamentos da população sobre empreendimentos de mobilidade urbana, como os corredores de BRT e a navegabilidade do Rio Capibaribe.

Em meio a discussões sobre os resultados negativos do Pacto pela Vida este ano, o governador eleito ainda prometeu convocar concursos públicos para ampliar o quadro de policiais civis e militares. Embora não tenha divulgado detalhes, como o número de vagas, o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, que continuará no cargo, adiantou que 100 delegados serão selecionados.

Diante das dificuldades financeiras esperadas para o próximo ano, Paulo Câmara já havia anunciado, na última segunda-feira, que iniciará 2015 com a meta de reduzir a folha de pagamento dos cargos comissionados em 20%. Seguindo o futuro governador, o projeto de reforma das secretarias que será enviado para Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) já provocará essa redução.

 
altBancos privados têm criado dificuldades para transferir para contas judiciais recursos milionários bloqueados na Operação Lava Jato, de acordo com documentos obtidos pela Folha.

O juiz do caso, Sergio Moro, adotou a medida para privar os investigados de usufruir "do produto de suas atividades criminosas". O bloqueio atinge executivos de construtoras, doleiros, lobistas e ex-dirigentes da Petrobras, entre outros.

A Polícia Federal estima que o grupo do qual fazia parte o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, ambos presos na Lava Jato, tenha movimentado aproximadamente R$ 10 bilhões.

Boa parte dessa quantia foi desviada de obras da estatal petrolífera com suspeitas de fraudes e, posteriormente, aplicada nos bancos.

Para o juiz Sergio Moro, não importa se o dinheiro sujo foi misturado a recursos de origem lícita. "Considerando os valores milionários dos supostos crimes", o magistrado decretou o bloqueio das contas de todos os investigados até o montante de R$ 20 milhões para cada um deles.

Após o bloqueio, os recursos têm de ser transferidos para contas judiciais, na Caixa Econômica Federal.

Mas, sob o argumento de que o dinheiro está em aplicações de longo prazo, as instituições financeiras têm solicitado a Moro que aguarde o vencimento dos títulos, para evitar grandes descontos na venda dos papéis.

Entre as modalidades de investimento bloqueadas, há exemplos com prazo até 2026.

Os recursos mantidos em CDB (Certificado de Depósito Bancário) e fundos de investimento, por exemplo, geram comissões para os bancos, como taxas de administração.

As instituições financeiras temem causar impacto na rentabilidade destes fundos, já que os valores envolvidos são muito altos, e com isso afetar clientes que nada têm a ver com os escândalos de corrupção envolvendo a Petrobras.

Um dos casos que chamaram a atenção dos investigadores foi o do vice-presidente da construtora Engevix, Gerson Almada, preso na sétima fase da Lava Jato.

Somente no BNP Paribas, instituição financeira de origem francesa, Almada tinha R$ 19,3 milhões aplicados em mais de duas dúzias de investimentos. No dia 20 de novembro, a Justiça determinou a transferência desse dinheiro para uma conta judicial.

No dia 25 do mesmo mês, o BNP enviou uma carta ao juiz Sergio Moro, falando que os valores não podem ser resgatados antes do prazo.

"Como Vossa Excelência pode presumir, os valores entregues a esta instituição pelo mencionado cliente foram, assim que recebidos, investidos em ativos financeiros [...]. Todos esses ativos possuem vencimento futuro [...], que, em parte, não podem ser resgatados antes do respectivo vencimento", diz um trecho da correspondência.

CARTA

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Instado a comentar a nomeação do ex-procurador Thiago Norões para a secretaria de Desenvolvimento Econômico mesmo depois de ele ter deixado o Governo do Estado após desentendimentos com o chefe do Executivo, o governador João Lyra Neto (PSB) nega que o episódio tenha causado incômodo, mas lavou as mãos quanto a escolha do sucessor Paulo Câmara. Ainda que ele não tenha comparecido ao anúncio da equipe do futuro governador.

“A saída dele foi por não atender às conveniências da minha gestão. Resolveu pedir demissão. Agora se o governador Paulo Câmara entende que pode desenvolver um trabalho importante na secretaria que ele colocou, só o tempo vai dizer se ele está correto ou não”, disse.

“Olha, mas o que eu tenho muito cuidado, uma restrição, é com alguns tipos de políticos. Ou bajulador, que só eu acerto e tudo está correto. Ou chantagista, que só faz as coisas em troca de alguma vantagem. Então o chantagista e o bajulador, eu tenho uma filtragem muito forte ao que eles me dizem. Isso faz parte da relação humana. Mas na política isso é muito evidenciado. Essa relação de promiscuidade na política tem que mudar”, emendou o governador, ainda na mesma pergunta.

João Lyra diz não ter indicado nenhum nome para o secretariado de Paulo Câmara. Afirma ainda que no dia 8 de dezembro, foi procurado pelo governador eleito, que, numa conversa de duas horas e meia no Palácio, lhe apresentou alguns nomes e pediu que ele os avaliasse.

A escolha dos secretários causou pelo menos um atrito para Câmara com o senador eleito Fernando Bezerra Coelho (PSB), que reclamou de não ter sido ouvido na indicação para comandar justamente a pasta que foi entregue à Norões.

“Temos que respeitar o perfil de cada um. Ele disse claramente que o governador era ele e quem resolvia era ele. Agora se isso vai agradar ou desagradar, só o tempo vai resolver isso”, diz o atual chefe do Palácio.

 


Jomásio Barros, de 17 anos, denunciou ter recebido o tema da redação pelo WhatsApp antes da prova

O procurador da República no Piauí Alexandre Assunção informou que vai solicitar a anulação da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) caso a Polícia Federal (PF) conclua que o vazamento da prova foi amplo e beneficiou grupo de candidatos com a antecipação o tema “A publicidade infantil no Brasil em debate”.

- Se o vazamento do tema da redação beneficiou um grande grupo de candidatos e o sigilo foi quebrado é necessário impetrar com ação na Justiça solicitando a realização de nova prova e se o vazamento também atingiu outras questões e provas anteriores - falou Assunção, que está acompanhando a apuração do vazamento da prova feita pela Polícia Federal do Piauí.

O delegado regional de Combate ao Crime Organizado da Superintendência da Polícia Federal do Piauí, Alexandre Uchôa, iniciou a investigação quando um estudante que foi fazer a prova do Enem em um colégio no município de Picos, no Sul do estado, recebeu através do WhatsApp uma imagem com o tema da prova, às 10h47 no dia 9 de novembro, uma hora e 13 minutos antes do início da prova no horário local, que não obedece o horário de verão.

- Posso pedir a anulação da prova, mas isso depende da conclusão da investigação da Polícia Federal constatando se houve irregularidade e quais são os seus responsáveis. A lisura da prova e do exame têm que ser mantida e respeitada e caso houve rompimento disso é necessário a realização de novas provas - declarou o procurador.

Assunção ainda disse que o vazamento de provas do Enem é um crime previsto no artigo 311, do Código Penal e os responsáveis e beneficiários do recebimento da informação de forma antecipada serão punidos até com a prisão.

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http://lh3.ggpht.com/-9cmaQbrUB34/UGs7swt4HuI/AAAAAAAAAm0/A1KE6LvUM50/politico-charge%252520%2525281%252529_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800Analistas ouvidos pelo Globo disseram que a divulgação da lista com políticos que teriam envolvimento na corrupção da Petrobras provoca um dos momentos mais tensos politicamente antes de uma posse presidencial. Os cientistas políticos falam em desgaste da classe política, em todas as correntes. Para alguns dos especialistas, os nomes citados devem ficar sob os holofotes durante todo o início da nova gestão de Dilma Rousseff, causando um prolongamento da tensão já iniciada nas eleições.


O cientista político Fábio Wanderley Reis, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), acredita que o momento reflete “o terceiro turno que o Brasil vive desde o fim das eleições”, com o país dividido e o aumento da troca de farpas entre governistas e opositores:

— A repercussão (para a classe política) obviamente é negativa. Há uma tensão continuada desde as eleições e que prevalece num momento da inauguração de um novo mandato. Temos um caso singular, negativo, nunca visto na História recente brasileira no momento que antecede a posse.

Mesmo com a maioria de políticos citados pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa pertencendo à base governista, o cientista político faz questão de lembrar que o ex-senador Sérgio Guerra (PSDB), já morto, também está na lista e que a conta não deve ser paga apenas pelo governo.

— O nome do Sérgio Guerra está lá. É uma figura importante, já foi presidente do PSDB, ainda que o número de opositores citados seja reduzido — conclui.

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Para o cientista político da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) Fernando Antonio de Azevedo, o escândalo “atinge frontalmente a classe política” e coloca o Brasil num dos momentos politicamente mais delicados antes de uma posse presidencial. O professor cita como episódios políticos tensos da História recente brasileira antes de um novo governo o golpe preventivo, em 1955, do então ministro da Guerra, Henrique Lott, para garantir a posse de Juscelino Kubitschek e a transição da ditadura para a democracia, em 1985.

— É um grande desgaste para a classe política. Os políticos supostamente envolvidos pertencem a várias siglas, há o nome de um ex-presidente do principal partido de oposição. Acredito que esses nomes devem ser denunciados e que, pelo menos até metade do mandato de Dilma, estarão sob os holofotes da mídia, que deve cobrir todo o processo.

O professor acredita também que a nova legislatura terá de discutir urgentemente o financiamento de campanhas eleitorais.

Já o professor Cláudio Couto, da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP), fala em tensão política para o próximo mandato, não em instabilidade para a classe. Ele acrescenta que até o momento não há provas contra os nomes citados por Paulo Roberto Costa:

— Temos que aguardar para ver o que vai aparecer de mais consistente. Não existe ainda alguma evidência mais clara, são afirmações mais genéricas. Além do desconforto que isso causa a esses nomes, não vejo uma consequência mais séria no momento. Creio num momento de tensão, mas não de instabilidade política.

Couto complementa dizendo que é necessário aguardar um pouco mais os desdobramentos do caso:

— A lógica da delação premiada é sempre a de apresentar indícios que levem a descobertas. Eventualmente, há a apresentação de provas cabais. O desdobramento natural da deleção, uma vez apresentados os indícios, é de se investigar se aquilo é ou não verdade. Caso contrário, o benefício sequer é auferido. Temos de aguardar um pouco mais os desdobramentos.

O Globo