Paulo_Ziulkoski_foto_divulgacao_CNMDe acordo com dados levantados pelo portal “Meu Município”, só 19 cidades brasileiras tiveram receita própria em 2014 maior que as transferências realizadas pelo governo federal (FPM).

As informações foram repassadas pelas prefeituras à Secretaria do Tesouro Nacional e confirmadas pelo presidente na Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski (Foto).

O portal analisou os dados de 5.067 municípios que declararam suas contas ao Ministério da Fazenda. Entre eles, não há nenhum de Pernambuco, que tem 184.


A receita própria de um município é composta pelo Imposto Sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), Imposto Sobre Transmissão Inter Vivos (ITBI), Impostos Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), taxas e contribuições de melhoria.

Já as transferências decorrem de convênios e obrigações constitucionais como o FPM (Fundo de Participação dos Municípios), composto de parte do que é arrecadado pela União com o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Os estados também repassam às prefeituras parte do arrecadam com o IPVA e o ICMS.

No topo da lista está Vitória do Xingu, cidade de 14 mil habitantes no interior do Pará. Para cada R$ 1 que entrou no caixa, taxas e impostos municipais renderam R$ 4,49.

Uma explicação? O ISS decorrente da construção da Usina de Belo Monte. Outro município de lista é Itaboraí, cidade de pouco mais de 200 mil habitantes, no Rio de Janeiro, que sedia um complexo petroquímico (Comperj). O grupo de grandes arrecadadores do Brasil inclui também cidades que têm um forte apelo turístico como o Rio de Janeiro, Guarujá (SP), Balneário Camboriu e Florianópolis (SC) e Gramado (RS).

 

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O projeto Brincando nas Férias, oferecido pelo Sesc, está com inscrições abertas. A iniciativa oferece atividades recreativas para crianças e adolescentes durante o recesso escolar. Os interessados devem procurar as unidades mais próximas para efetuar a inscrição.
 
Situado no Sertão do Pajeú e chamado de Oásis do Sertão, Triunfo está a 1.260m de altitude e fica a 400km do Recife. Com temperaturas que variam entre 28ºC no verão e 5ºC no inverno, a cidade oferece aos visitantes casarios antigos, mirantes naturais, cachoeiras, engenhos artesanais e moderna infraestrutura hoteleira com excelência em conforto no Centro de Turismo e Lazer Sesc Triunfo.
 
O Sesc Triunfo fica na Rua Antônio Henrique da Silva, s/n – São Cristóvão – Triunfo – PE Fone/Fax: (87) 3846-2800 E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
 
No Sesc de Casa Amarela, na Avenida Professor José dos Anjos, n° 190, será trabalhada a temática “Brincando de Super Herói: é divertido fazer o bem”. O público-alvo são meninos e meninas com idade entre cinco e 15 anos. A colônia funcionará na semana de 26 a 30 de janeiro, das 8h às 17h. Durante esses dias, haverá banho de piscina, recreação esportiva e aquática, oficinas, jogos, brincadeiras, super-balada, sessões de vídeo, além de orientação sobre saúde bucal.

Na unidade de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, o projeto acontece de 20 a 30 de janeiro, das 8h às 16h30. No espaço, ganhará destaque o tema “Vamos brincar de Índio”. A inscrição, que traz incluso almoço, dois lanches e um passeio no último dia, custa R$ 100 para dependentes e R$ 200 para não associados. Na agenda, estão atividades recreativas, banhos de piscina e jogos de salão.

Também haverá colônia de férias no Sesc de São Lourenço da Mata, Surubim, Belo Jardim, Goiana, Garanhuns, Arcoverde, Araripina e Bodocó. A programação e o valor do projeto varia por unidade.


Fonte: Ascom/SESC

 

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                                                                                                                                                                                                        Imagem Ilustrativa

Os assentados da reforma agrária que adquiriram dívidas com contratos de custeio ou investimento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) têm uma chance para reverter à situação. Até o dia 30 deste mês, eles poderão fazer a renegociação do débito com condições especiais, informou o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
 
A renegociação está prevista nas resoluções 4.298/2013 e 4.347/2014 do Banco Central. Elas estabelecem que os agricultores tenham até o dia 30 para manifestar formalmente à instituição financeira o interesse na operação e, até 30 de junho de 2015, para a formalização dos contratos. 
 
Os agricultores poderão quitar a dívida em uma ou em até dez parcelas. Quem optar por pagar tudo de uma vez, até 30 de junho, terá 80% de desconto sobre o saldo devedor atualizado. Já para efetivar o parcelamento, o agricultor deverá pagar pelo menos 5% do total devido. Com a renegociação, a obtenção de novos créditos volta a ser permitida.
 
A ação beneficiará assentados da reforma agrária que contrataram as linhas de crédito “A” e “A/C” e que são beneficiários do Banco da Terra e do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF).
 

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O verão começa oficialmente a partir das 21h03 (horário de Brasília) deste domingo (21), com previsões de temperaturas acima da média em todas as regiões do país, segundo o CPTEC (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos). Caracterizada por dias mais longos do que as noites, a estação se estende até o final de março de 2015.

As temperaturas máximas devem passar dos 30°C em média em todo o Brasil, podendo atingir mais de 35°C em alguns dias.

Na região Nordeste, as chuvas devem ser mais frequentes no Maranhão, centro-sul do Piauí, oeste e centro-sul da Bahia. Mas segundo as previsões do CPTEC para o trimestre de dezembro de 2014 a fevereiro de 2015, há uma maior probabilidade de escassez de chuva no norte do Norte e no norte do Nordeste. Já na região Sul, as chuvas devem ser bem distribuídas ao longo do ano.

 
http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2011/10/11/passaros_silvestres_ok_ok.jpgA Polícia Militar apreendeu 53 pássaros de várias espécies neste sábado (20) na Vila São José, em Buíque, no Agreste de Pernambuco. De acordo com informações da PM, o efetivo estava realizando rondas e ao abordar um carro de passeio encontrou os animais no porta-malas, acomodados de forma precária em gaiolas.

A polícia também informou que quatro homens e um adolescente de 14 anos estavam no veículo. Com um deles, a PM encontrou R$ 1.460. Os envolvidos e o material apreendido foram levados para a Delegacia da Polícia Civil em Arcoverde, no Sertão. Segundo a Polícia Civil, as cinco pessoas foram liberadas.

 

EM RECIFE, GONZAGA E NILTON MOTA, EXIBEM COM ORGULHO OS DIPLOMAS NA COMPANHIA DAS ESPOSAS SERRA-TALHADENSES
Gonzaga e Nilton Mota, exibem com orgulho os diplomas na companhia das esposas

Após uma votação expressiva e a consequente vitória com 101.452 votos, o deputado federal Gonzaga Patriota, como faz tradicionalmente desde 1982, percorreu a pé da Vila Massangano, local da sua residência em Petrolina, até a Serra da Santa, totalizando uma distância de 40 quilômetros para pagar uma promessa para agradecer a vitória alcançada nas eleições.
 
Tudo começou com a promessa feita por uma eleitora chamada Júlia Rodrigues durante o período eleitoral em 1982, caso o deputado Gonzaga Patriota ganhasse ele faria essa caminhada até a Serra da Santa para agradecer. Promessa feita e cumprida.

 GONZAGA AO  LADO DE ASSESSORES E DA ESPOSA, ROCKSANA, QUE É DE SERRA TALHADA

A chuva que caiu em Petrolina na manhã deste sábado (20) não interferiu na disposição do deputado. Ao longo do percurso, que durou cerca de sete horas, Gonzaga Patriota estava acompanhado de sua esposa, Rocksana Patriota, amigos e assessores que fizeram questão de dividir esse momento com o parlamentar.
 
Durante o percurso, um homem chamou atenção de todos que passavam pelo local: o Sr. Joca Nogueira Campos, 88 anos, morador do bairro Pedra Linda, em Petrolina, percorreu 25 quilômetros, cerca de 5 horas de caminhada, ao lado do deputado Gonzaga Patriota.
 
Sr. Joca informou que a fé e a gratidão são os fatores que o levam a percorrer todo o trajeto a pé e que isso já acontece há 14 anos e que geralmente faz isso no dia 19 de abril, dia do seu aniversário, mas que esse ano deixou para pagar a promessa ao lado do deputado que ele admira e confia.

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Ao subir a Serra da Santa, o deputado Gonzaga Patriota fez uma oração e agradeceu pela vitória nas eleições.
 
“Quero agradecer por mais essa oportunidade de estar aqui, por mais essa vitória. Saberei honrar mais essa oportunidade na minha vida”, disse.

 

Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem

Na sequência do primeiro encontro com os novos secretários, neste sábado (20), o governador eleito Paulo Câmara (PSB) comentou a situação dos aprovados no concurso da Polícia Militar que ainda aguardam a convocação desde 2009. O socialista argumentou que aqueles que não foram convocados para fazer os testes físicos não deverão mais ser chamados.

Segundo o socialista, o governo não vai conseguir aproveitar todos os aprovados antes do vencimento do concurso, em fevereiro de 2015. “Se não chegaram a ser chamados para os testes, não dá tempo para fazer os testes e concluir o concurso até fevereiro. Tudo que foi possível fazer para aproveitar o máximo de classificados neste concurso, dentro do prazo que nós tínhamos, está sendo feito. Temos uma expectativa de chamar esse ano algo em torno de 2 mil novos PMs para serem incluídos”, explicou.

Câmara lamentou a impossibilidade de incorporar todos os aprovados, mas garantiu a realização de novos concursos em seu governo. “Não dá para chamar todos os classificados. Não dá porque não teve tempo hábil para isso. Agora, uma área como essa, eu posso afirmar aqui claramente para vocês que tão logo se vença esse concurso, a gente já vai dar início aos preparativos para ter outro”, frisou.

No mês de novembro deste ano, o governo divulgou uma lista com 3.500 aprovados na primeira etapa do concurso, realizado em 2009. Os melhores colocados passaram para a segunda fase da seleção, iniciada no dia 4 de dezembro, com teste psicológico. Um grupo de aprovados que ainda aguarda a convocação realizou uma manifestação no dia da diplomação dos eleitos, realizada nesta sexta-feira (19) no Centro de Convenções.

 

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Dificilmente Fernando Bezerra Coelho engoliria calado a forma como Paulo Câmara comunicou a ele - por mensagem eletrônica - a rejeição do nome que lhe pedira como indicação para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Além de ter construído um caminho sem grandes vínculos com o grupo que comanda atualmente o PSB estadual, o senador eleito não abre mão de se portar como um líder e de se fazer entendido como tal. A postura, vista como independente, é respaldada numa trajetória que remonta ao coronelismo e à sobrevivência política de um sobrenome sempre associado a poder: “os Coelho”, de Petrolina.

Fernando é hoje o responsável por garantir um novo impulso ao clã que se destacou a partir do Sertão do São Francisco. Além do seu próprio mandato, conseguiu reeleger o primogênito, Fernando Filho, para a Câmara dos Deputados, e o mais novo, Miguel, para a Assembleia Legislativa. Ambos são do PSB. Quer dizer, comprovou ter votos. Agora, recai sobre o seu grupo a expectativa de o partido retomar, em 2016, a Prefeitura de Petrolina, mais expressivo colégio eleitoral do Sertão do estado. Há dois mandatos, os socialistas são derrotados no município pelo médico Julio Lóssio (PMDB), um dos poucos prefeitos da cidade a não ter Coelho no nome, embora tenha contado com apoio de Osvaldo Coelho, tio e desafeto político de Fernando desde que a família sofreu um racha, no início dos anos 1990.

O senador não quer alimentar a polêmica desencadeada com a nota divulgada no mesmo dia e hora em que Câmara anunciava o seu secretariado. Os contatos com o novo governador foram retomados, mas é certo que Fernando demarcou seu espaço e reagiu ao grupo do PSB que segue com desconfianças em relação a ele por conta de episódios mal explicados na campanha. Para alguns, a conduta de Fernando Bezerra é decorrência do DNA.

Se os demais familiares que se envolveram com a política ficaram pelo caminho, ele mantém a resistência e a sede de poder do avô Clementino. Pai de 11 filhos foi o coronel Quelê, como era chamado, quem convenceu o filho Nilo, o mais ilustre tio do senador eleito, a ingressar, nos idos de 1947, na vida pública. Médico, Nilo foi deputado estadual, deputado federal e chegou ao governo do estado em 1966 em eleição indireta, representando a Arena (Aliança Renovadora Nacional), legenda vinculada ao governo militar. Sua gestão foi voltada para o interior. Ficou, inclusive, conhecido como “governador estradeiro”. Em 1978, foi eleito para o Senado, casa onde o sobrinho terá assento a partir de fevereiro.

A herança oligárquica pode explicar a condição de protagonista que Fernando carrega consigo, segundo avalia o cientista político Túlio Velho Barreto, da Fundação Joaquim Nabuco. “O fato de vir de uma família tradicional, que alçou voos nacionais, faz com que ele incorpore esse papel e tenha resistência quando não está no comando”, argumenta. “Por isso mesmo, por se portar com independência, acaba gerando desconfiança dentro das legendas. Deve estar sendo desconfortável para ele, com a carreira longa que tem e depois de ocupar tantos cargos executivos e vencido eleições, ser liderado por neófitos como Geraldo Julio (prefeito do Recife) e Paulo Câmara", completa.

Poder dos Coelho 

Primeira geração
Coronel Quelê (Clementino Souza Coelho) - o patriarca, foi subprefeito de Petrolina. Era casado com Josepha Coelho, com quem teve 12 filhos.

Segunda geração

Dos 11 filhos, cinco se envolveram com política:
Nilo - deputado estadual e federal, senador e governador de Pernambuco. Morreu em 1983, após sofrer um infarto enquanto discursava no Senado.
Gercino - foi prefeito de Guanambi (BA) e deputado estadual pela Bahia. Morreu em campanha em 1950.
Osvaldo - soma 44 anos de atuação no Legislativo: três mandatos na Assembleia de Pernambuco e oito na Câmara dos Deputados. Tem 83 anos.
José - foi deputado, prefeito de Petrolina e senador. Morreu em 2007.
Geraldo - ex-deputado estadual e ex-prefeito de Petrolina. Tem 88 anos.

Terceira geração

Fernando - ex-deputado federal, ex-prefeito de Petrolina (por três vezes), ex-ministro da Integração Nacional e senador eleito em 2014. É filho de Paulo Coelho.
Clementino - foi deputado federal e presidiu a Codevasf. É irmão de Fernando.
Guilherme - filho de Osvaldo, é ex-prefeito de Petrolina. Atual vice-prefeito, disputou vaga na Câmara em 2014, mas foi derrotado.
Ciro - foi secretário estadual de Recursos Hídricos e deputado estadual. É filho de José.
Nilo Moraes Coelho - filho de Gercino, é ex-governador da Bahia e ex-prefeito de Guanambi. Em 2010, candidatou-se a vice-governador na chapa de Paulo Souto (DEM), mas foi derrotado.

Quarta geração

Fernando Filho - deputado federal reeleito em 2014 para o terceiro mandato. Concorreu à Prefeitura de Petrolina em 2012. Foi derrotado. É filho de Fernando Bezerra Coelho
Miguel - deputado estadual eleito para o primeiro mandato em 2014. É também filho de Fernando.
 

SAM 0052 Prefeito de Salgueiro sanciona Estatuto do Servidor Municipal

O prefeito  de Salgueiro, Marcones Libório de Sá, sancionou, na última sexta-feira (19) a lei nº 1.940/2012, que dispõe sobre o estatuto dos servidores públicos. Estiveram presentes secretários e coordenadores municipais, vereadores e integrantes da comissão que conduziu o processo de elaboração do estatuto.
 
Dez membros, entre eles representantes do departamento jurídico da Prefeitura, do Controle Interno, do Funpressal e das Secretarias municipais, constituíram o grupo de trabalho que entregou a minuta do projeto de lei, no último mês de agosto. De acordo com Libório, o estatuto reflete a modernização e a valorização do servidor. “Este é um momento histórico. O estatuto é uma peça jurídica muito complexa. É a Bíblia do servidor“, disse.
 
A presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Edvane Morais, agradeceu ao prefeito a abertura para o diálogo e falou sobre a segurança de ter uma lei local regendo a categoria. “Agente avançou graças à abertura do município com o sindicato. Hoje, a gente tem o próprio estatuto“, comemorou.
 
Ascom PMS

 

Sertânia oferece curso de Viverista/Produção de Mudas

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR e Sindicato Rural, concluiu, na última quinta-feira (18), a capacitação da primeira turma do curso de Viverista/Produção de Mudas.  
 
Os 12 alunos, que tiveram as aulas teóricas na sede do Sindicato Rural, aprenderam os métodos de propagação de plantas da região com foco na sustentabilidade, a partir da utilização de material reciclável. As aulas práticas foram realizadas o viveiro da Prefeitura de Sertânia, que já produz diversos tipos de plantas como a Nim, originária da Índia, que se adapta bem ao semiárido e é um repelente natural contra pragas, entre elas, lagartas, besouros, gafanhotos, pulgões, cochonilhas e mosca branca.
 
“O curso é bom todo. Estou aprendendo muito e já penso em ter meu viveiro para comercializar mudas. O prefeito Guga Lins está de parabéns por realizar esse curso”, disse o agricultor Reginaldo Silva Nascimento, de 45, que mora na Rua 13 de Maio.
 
Outra turma já estava participando de outro curso de Viverista/Produção de Mudas, concluíram neste sábado (20).

 

bandeira-de-pernambuco

Pernambuco é o terceiro Estado com a maior quantidade de municípios fiscalizados devido a indícios de irregularidades em convênios firmados com a União, ficando atrás apenas de Minas Gerais e da Bahia. De acordo com o balanço divulgado pela Controladoria Geral da União (CGU), entre janeiro de 2011 e 15 de dezembro deste ano, 232 ações de controle foram realizadas em 71 municípios do Estado.
 
Nos últimos três anos, foram concluídos 3.537 ações de controle visando verificar a correta aplicação dos recursos federais em todo o País. Um total de 941 municípios foi fiscalizado pela CGU, havendo uma maior concentração das ações investigativas nos estados de Minas Gerais (77 dos municípios fiscalizados), Bahia (72), Pernambuco (71), Mato Grosso (70) e São Paulo (66). Do mesmo modo, em relação à quantidade de ações de controle, destacam-se os estados do Maranhão (291), Mato Grosso (243), Bahia (239), Sergipe (239) e Pernambuco (232).
 
Em Olinda foram encontradas falhas com dano ao erário no valor de R$ 1.388.138,19 devido ao superfaturamento em contratos firmados com verba do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), destinadas à urbanização, limpeza, desobstrução de rios e canais, e melhoria das condições de habitabilidade ribeirinha. A CGU também verificou deficiências dos projetos de construção do Canal da Malária, paralisação e problemas no estado físico das obras, além de indícios de que os serviços foram iniciados sem o devido licenciamento ambiental. Segundo a secretaria de Assuntos Jurídicos de Olinda, todas as irregularidades foram corrigidas.

 

Dida Sampaio/Estadão
Grupo: Michel Temer, presidente do PMDB, entre Eunício Oliveira, Henrique Eduardo Alves  e Eduardo Braga

O segundo mandato da presidente Dilma Rousseff deve ser o mais dependente do PMDB desde que o PT chegou ao poder, em 2003. A petista começará o ano tendo de administrar uma crise política gerada pelos desdobramentos da Operação Lava Jato e ainda terá como desafio fazer a economia do País voltar a crescer. O Palácio do Planalto viu sua base de sustentação no Congresso encolher e a oposição sair fortalecida das eleições de outubro.

Cenário bem mais delicado daquele encontrado quando PT e PMDB fecharam aliança formal, no início do segundo mandato do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. À época, Lula colhia os benefícios de uma economia em crescimento e contava com altas taxas de popularidade, o que fazia com que sua base aliada dependesse mais dele, e não o contrário.

Mas, hoje, tamanha é a imprescindibilidade do PMDB que a presidente já decidiu que dará ao partido mais um ministério, totalizando seis pastas. Além disso, a própria legenda já emitiu sinais neste ano de que o governo precisará mais dele no próximo mandato.

Na decisão sobre a proposta que alterou a meta do superávit primário e, na prática, deu carta branca para o governo fechar as contas deste ano no vermelho, coube ao PMDB assegurar a aprovação. Ao comandar a votação por quase 19 horas ininterruptas, o presidente do Congresso, Renan Calheiros (AL), deixou claro que há pouca margem de manobra sem o partido.

Um dirigente da sigla ouvido pelo Estado argumenta que o fraco desempenho econômico e os impactos ainda não mensurados das investigações de desvios de recursos da Petrobrás e de pagamento de propina para parlamentares da base aliada demandarão operadores políticos “especialistas” no Congresso, inclusive para segurar um eventual pedido de impeachment da oposição contra a presidente.

Pressão

A fatura da “PMDBdependência”, no entanto, ficará mais cara. O partido pressiona pela ocupação de cargos na administração federal; pela autonomia para nomear os postos de segundo escalão nos ministérios que controlará, a chamada “porteira fechada”; e também pelo atendimento de reivindicações dos sete governadores eleitos, em especial o do filho de Calheiros, Renan Filho, de Alagoas.

Na Câmara, o PT e o governo buscam saídas para essa dependência. Um exemplo é o lançamento da candidatura de Arlindo Chinaglia para a presidência, contra o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ). Isso porque Cunha é tratado como candidato de oposição, que já impôs duras derrotas a Dilma quando chefiou uma rebelião de partidos da base que ficou conhecida como “blocão”.

Por isso, a articulação política do Executivo tem buscado reforçar os laços com outros partidos, como PTB e PSD. O primeiro apoiou a candidatura de Aécio Neves (PSDB) à Presidência, mas deve ser atraído para a base após ter sido contemplado com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

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Foto: reprodução do site da SDS

A promessa da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) é de publicar até o dia 15 do mês seguinte, na seção de estatísticas do seu site, o informe sobre crimes violentos letais intencionais referentes ao mês anterior. Assim, o documento com dados de novembro deveriam estar no ar até a última segunda-feira (15). No entanto, seis dias depois, o último resultado que está na página é o de outubro.

O que se sabe é que, pela primeira vez desde que o Pacto Pela Vida foi implantado, em 2007, o primeiro ano do governo de Eduardo Campos (PSB), o número de homicídios vai crescer no comparativo em relação ao ano anterior. A meta de reduzir o número de assassinatos em 12% só foi atingida em 2009 e em 2010, porém, mesmo assim, o índice não era negativo há oito anos. Durante a campanha eleitoral deste ano, o programa foi usado como uma conquista da gestão socialista em Pernambuco.

 

Foto: BlogImagem

A duas semanas de deixar o Palácio do Campo das Princesas, o governador João Lyra Neto (PSB) questionou a capacidade de liderança do sucessor, o governador eleito Paulo Câmara (PSB), durante a entrevista ao Jornal do Commercio; disse que o processo de escolha de Câmara como candidato foi equivocado e alegou que Paulo não poderá depender da história do ex-governador Eduardo Campos.

“Eu não acredito em substituição de liderança. E nem que o cargo faz da pessoa líder”, cravou o atual governador durante a conversa de uma hora e meia concedida em seu gabinete, no primeiro andar do Palácio. “Eduardo Campos tinha o legado ideológico do Dr. Arraes e passou trinta anos até ser governador. A começar como chefe de gabinete, deputado estadual, secretário duas vezes, deputado federal e ministro de estado. Então tinha uma trajetória, diferentemente do governador Paulo Câmara. Ele surgiu em um momento em que tinha Eduardo Campos como líder”, afirmou.

Lyra foi vice de Eduardo Campos durante mais de sete anos. Apoiou o ex-governador, falecido em agosto, quando ele amargava 3% das intenções de voto nas pesquisas, em 2006. Como vice, foi um aliado fiel e, por isso, até o início de 2014, acreditava ser o candidato natural à sucessão estadual. “Todos os governadores eleitos – com exceção de Eduardo Campos, que substituiu essa trajetória porque foi ministro -, ou foram vice governadores ou prefeito do Recife. Sem exceção, ganhando ou perdendo a eleição”, diz.

Nos bastidores, o que se comenta é que Lyra teria ficado magoado ao ser preterido por Câmara. Questionado, ele nega, mas não deixa de criticar o processo de escolha da candidatura de Paulo por Eduardo, que na época buscava um nome jovem com condições de representar a tese de “nova política” que seria adotada na campanha presidencial.

“O que aconteceu na decisão? A forma foi equivocada do governador Eduardo Campos. Deveria ter feito uma ampla discussão na escolha do candidato. Então, não houve essa discussão. Eu vim saber no dia em que Paulo Câmara foi anunciado. E disse a ele numa conversa reservada. Houve um equívoco. Mas isso foi praticado por Eduardo Campos como líder do partido e líder do Estado”, confessa.

“Aí aconteceu a tragédia. Vamos ter que construir ou reconstruir essa liderança. E tem que ser conquistada pelo líder. Não pode ser delegado: fulano vai ser meu substituto. Não existe isso. Dr Arraes não disse que Eduardo ia ser seu sucessor. Apenas Eduardo conquistou através de sua trajetória a condição de ser o líder do PSB estadual e nacionalmente”, afirma ainda. Durante a campanha, mais de uma vez, o filho de Eduardo, João Campos, pediu voto para Paulo Câmara dizendo que ele teria sido escolhido pelo pai para ser o novo líder de Pernambuco.

Desde a morte de Eduardo Campos, Paulo Câmara e o prefeito do Recife, Geraldo Julio, têm se cacifado como os principais líderes do PSB em Pernambuco, apesar de serem técnicos sem muita experiência política. João Lyra, por outro lado, faz questão de dizer que a liderança do partido no Estado ainda precisa ser construída e que não basta ser prefeito ou governador para comandar a legenda.

“São dois cargos importantes. Duas pessoas respeitadas. Mas vão ter que construir suas lideranças”, lembrou. “O líder tem os liderados independentemente do cargo. O cargo fortalece. Quem vai ser o líder futuro do PSB? Sinceramente, só o tempo vai dizer”, disse.

Perguntado se Paulo Câmara precisa descolar sua imagem da do ex-governador Eduardo Campos após assumir o mandato, o caruaruense alertou que a gestão de Câmara precisa estar descolada da história deixada pelo padrinho político.

“Sabe qual a questão? Eduardo foi um grande governador que encerrou tragicamente sua trajetória. Ele faz parte da história. A realidade para Paulo Câmara como governador vai começar 1º de janeiro”, avisa o caruaruense.

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Dilma
Dilma: sem troca de data

A pouca articulação de Dilma Rousseff no Congresso acabou cortando pela raiz o envio de uma emenda constitucional que seria tranquilamente aprovada pelos dois terços de votos exigidos pela lei.

Dilma queria alterar a data da posse de presidentes da República, governadores e prefeitos do dia 1º de janeiro para o dia 3. A razão é óbvia: a cerimônia no primeiro dia do ano é um estorvo para a maior parte das pessoas – eleitos e convidados – que mal viraram o ano; além, de dificultar a presença de chefes de estados estrangeiros.

Dilma queria mandar a emenda imediatamente após a vitória no dia 26 de outubro, mas o tempo foi passando e… nada foi feito.

Por Lauro Jardim