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Dois dias após deflagrar operação que investiga desvio de verbas e fraudes nas licitações da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), a Polícia Federal agora investiga o superfaturamento das obras de engenharia executadas por empresas em dois dos 14 lotes da transposição do Rio São Francisco.

Cerca de 150 policiais de diversas regiões do País participam da Operação Vidas Secas – Sinhá Vitória e estão cumprindo  32 mandados judicias, sendo 24 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de condução coercitiva e quatro mandados de prisão nos estados de Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Brasília.

A PF apurou que empresários do consórcio OAS/Galvão/Barbosa Melo/Coesa utilizaram empresas de fachada para desviar cerca de R$ 200 milhões das verbas públicas destinadas à transposição do Rio São Francisco, no trecho que vai do Agreste no estado de Pernambuco até a Paraíba. Os contratos investigados, até o momento, são da ordem de R$ 680 milhões.

As investigações apontaram que algumas empresas ligadas à organização criminosa estariam em nome de um doleiro e um dos lobistas investigados na Operação Lava Jato.

Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, fraude na execução de contratos e lavagem de dinheiro.

Atualizado em 11/12/15 às 07:36

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A Polícia Federal em Pernambuco deflagrou na manhã desta quarta-feira (09), após 1 (um) ano de investigações, a Operação Pulso com objetivo de reprimir a atuação de uma organização criminosa especializada em direcionar licitações e desviar recursos públicos da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia – Hemobras.

Na chegada dos agentes da PF a um dos endereços investigados, os prédios conhecidos como “Torres Gêmeas, no Centro do Recife, uma situação, no mínimo, inusitada, ocorreu maços de dinheiro foram arremessados pelas janelas.

A PF ainda não confirmou a quantia e se o dinheiro tem relação com a operação, que prevê o cumprimento de 28 mandados de busca e apreensão e 29 oitivas mediante intimações nos Estados de Pernambuco, Piauí, Paraíba, Minas Gerais e São Paulo.

Além disso, a PF cumpre dois mandados de prisão temporária, expedidos contra empresários com atuação na empresa pública, inclusive, um lobista com atuação em Pernambuco, Piauí e exterior. Também foi autorizado ainda o afastamento de três integrantes da Hemobras, sendo dois membros da diretoria.

Atualizado em 09/12/15 às 09:42

leite

Uma perícia realizada pelo Ministério da Agricultura, em março deste ano, identificou a presença de urina, soda cáustica, água oxigenada, álcool etílico, sacarose, ácido lático e até a bactéria que causa meningite na composição do leite e derivados produzidos por três empresas no Agreste de Pernambuco.

A Polícia Federal começou a investigar as fraudes por causa da possibilidade de envolvimento de funcionários do Ministério da Agricultura na facilitação do esquema de adulteração.

Na manhã desta sexta-feira (04), a Operação Longa Vida cumpre quatro mandados de busca e apreensão e diversos mandados de condução coercitiva nas cidades de Bom Conselho, São Bento do Una, Belo Jardim e Pedra. A divulgação do nome das empresas investigadas não foi autorizada pela Justiça Federal de Garanhuns, onde o inquérito tramita.

A adulteração de leite é crime contra a saúde pública previsto no artigo 272 do Código Penal. A pena varia entre 4 a 8 anos.

Atualizado em 04/12/15 às 13:47

Há cerca de seis meses quando mães começaram a procurar a Delegacia de Venturosa no Agreste, com medo de ameaças aos filhos envolvidos com tráfico de drogas, nem de longe se imaginava que por trás existia um grupo criminoso tão organizado.

Para o delegado seccional de Arcoverde, Rômulo Holanda, as denúncias desencadearam um trabalho exitoso. “Através delas a gente obteve a informação de que lá em Venturosa tinha três elementos fazendo esse tráfico, fizemos a investigação e terminamos por descobrir que eles estavam envolvidos com pessoas que já estavam recolhidas no Presídio Brito Alves”, detalhou, apontando que essas pessoas faziam parte de uma verdadeira associação criminosa 

“Uma parte realizava o tráfico de drogas, outra parte era responsável por comprar a droga lá fora, para poder ser distribuída, e outros elementos eram responsáveis pela prática de assalto onde esse dinheiro era utilizado para financiar o tráfico”, completou. 

Pesqueira, Arcoverde e Lajedo, cidades do Sertão e Agreste, também já eram alvos do tráfico de drogas e de assaltos. Tudo comandado de dentro do presídio de Arcoverde, por Francisco Assis Urbano da Silva, que é tetraplégico de nascença e com longa lista de crimes que utilizava um celular dia e noite para controlar as ações dos comandados.

Todos os detalhes da prisão foram divulgados nesta terça-feira (1º), na sede da Polícia Civil. Na Operação Boa Sorte, código utilizado pelos integrantes antes dos crimes, além do líder, sete pessoas já estavam em presídios e outras quatro foram presas durante o trabalho conjunto de militares e civis.

Ainda durante as investigações foi presa Juliana Monteiro, esposa de um dos presos que fazia toda a articulação desde a busca de drogas e contato com os detentos.

Do total de mandados de prisões, um homem e duas mulheres, identificados como sendo os mais perigosos estão foragidos. No entanto a polícia já tem a localização dos criminosos. 

O delegado adiantou ainda que dois homicídios foram evitados durante a investigação. Os autuados vão responder por associação criminosa, tráfico de drogas, e associação para o tráfico e roubos.

Atualizado em 01/12/15 às 17:47

Militante e ativista na região do Agreste, o Pastor Evandro foi executado na frente da filha, quando ia pagar bolo de aniversário da menina, de sete anos.

Por Letícia Lins - JC

Responsável pela investigação do assassinato do ativista e militante Evandro Krillis, o delegado Paulo Gondim informou que o crime já tem dois suspeitos, e que a “motivação política” é a principal linha de investigação. O policial é lotado no município de Limoeiro, e responde, também, por Machados, onde a vítima residia. Krillis, mais conhecido como Pastor Evandro, foi executado na área rural de Orobó, cidade vizinha a Machados, às 10h30m da última sexta-feira (19). Pouco antes, os prováveis executores haviam procurado o Pastor em sua casa. Eles estavam em um gol branco, mesmo veículo utilizado para o assassinato. Viajavam com a vítima, a sua mulher, Jucélia, e a filha do casal, de sete anos. “Ele sabia que estava em risco, pois vivia recebendo ameaças. Inclusive já tinha feito registro nesse sentido na Polícia”, afirmou.

De acordo com o delegado, o Pastor Evandro acusava irregularidades na Prefeitura, e já havia inclusive encaminhado denúncias sobre licitações viciadas ao Ministério Público, Tribunal de Contas e Polícia Federal.  “Inclusive havia pedido a amigos que cuidassem da família dele, já que ele veio do Rio Grande do Norte e a mulher é da Paraíba”, lembrou o delegado. O policial já ouviu cinco pessoas, a entre vizinhos da vítima e a viúva Jucélia, que assistiu ao crime. “Ela fez questão de depor, mesmo em estado de choque”, disse o policial. Evandro Krillis, mais conhecido como Pastor Evandro, foi assassinado na última sexta-feira, no município de Orobó, localizado a 118 quilômetros do Recife. O crime ocorreu na área rural, para onde a família se deslocava, para fazer o pagamento do bolo que havia sido encomendando, para a festa de aniversário da menina.  A festinha seria no sábado. O Diretório Regional do PT divulgou uma nota, exigindo “do Governo de Pernambuco agilidade e rigor na apuração do crime”. Diz ainda confiar que “a investigação iniciada pela Polícia Civil reúna todos os esforços necessários para solucionar o caso, e prender os responsáveis por tirar a vida de um pai de família, cidadão e militante político”.

Atualizado em 23/11/15 às 20:21

Funcionário de prefeitura e dois policiais são suspeitos de agiotagem (Foto: Ronan Tardin/ TV Globo)

Sete pessoas estão sendo investigadas pela Polícia Civil, entre elas um funcionário da prefeitura de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife, um agente da Polícia Civil e um sargento reformado, por suspeita de envolvimento com os crimes de usura e comércio ilegal de armas de fogo. Os suspeitos são investigados por agiotagem nos municípios de Recife, Paulista e Itamaracá. Três pessoas foram detidas, mas liberadas após pagar fiança.

De acordo com o delegado Adyr Almeida, cada suspeito atuava de forma isolada, mas todos exploravam quem precisava de dinheiro. Eram cobrados juros altos de até 30%. Eles ainda obrigavam os clientes a entregar o cartão do Bolsa Família e cartões de créditos com a senha. Empresários também teriam trocado cheques com os homens.

A investigação, deflagrada na quarta-feira (11), faz parte da Operação “Sem Juros”, da Polícia Civil de Pernambuco. Ela cumpriu sete mandados de busca domiciliar. Durante a ação, ainda foram apreendidos quase R$ 150 mil em dinheiro e R$ 900 mil em cheques, além de dois revólveres, uma espingarda calibre 12 e munições.

Mesmo tendo movimentado mais de R$ 1 milhão, ninguém foi preso pelo crime de agiotagem. “Colhemos esse material para entrar contra eles alegando o crime de usura”, adiantou o delegado.

Atualizado em 12/11/15 às 19:34

Hospital Regional do Agreste

A Secretaria de Defesa Social, através da Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a 24ª Operação de Repressão Qualificada denominada ‘Hipócrates’, que investiga envolvimentos com crimes de corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, lesão corporal e organização criminosa no Recife e em Caruaru, Agrestina, São Caetano e Tacaimbó, no Agreste do Estado.

São cumpridos nove mandados de prisão, dois de condução coercitivos e 16 de busca e apreensão naqueles municípios. Segundo a polícia, os crimes investigados foram praticados principalmente em Caruaru, no Hospital Regional do Agreste (HRA) e no Hospital Memorial.

As diligências acontecem também em residências, clínicas e outros consultórios médicos. As investigações foram iniciadas em julho. Cerca de cem policiais participam da operação.

A operação é coordenada pela Chefia da Polícia Civil de Pernambuco e da execução do trabalho operacional participam 100 policiais entre delegados, agentes e escrivães.

O Resultado final da Operação Hipócrates será apresentado à imprensa ainda nesta quarta-feira, às 14h30, no Auditório da Polícia Civil.

alessandro carvalho - divulgação

A Polícia Civil de Pernambuco desencadeou nesta quarta-feira (28) a “Operação Arquibancada”, cujo alvo foram as torcidas organizadas dos principais times de Pernambuco.

De acordo com a assessoria do secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, foram realizadas diligências no Recife, Camaragibe e Jaboatão para dar cumprimento à 12 mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão em sedes de torcidas organizadas.

Os suspeitos têm envolvimento com práticas criminosas como danos materiais, confusão na sede do Náutico e arrastão das torcidas nas imediações do IMIP.

A operação foi coordenada pela Polícia Civil e da execução dos trabalhos participaram aproximadamente 100 policiais – incluindo agentes, delegados e escrivães.

As investigações tiveram início há cerca de dois meses e foram comandadas pelo delegado Paulo Moraes, da Delegacia de Polícia de Repressão à Intolerância Esportiva, sob coordenação geral do delegado José Silvestre Júnior, Diretor de Operações de Recursos Especiais, com apoio da Diretoria de Inteligência.

O balanço geral da Operação será apresentado à imprensa às 15h, no auditório da Secretaria de Defesa Social.

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